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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Os 110 anos de Cecília Meireles: retrato, motivo e memória

“Sente-se que Cecília está sempre empenhada em atingir a perfeição”, “Poesia do sensível e do imaginário”, “Ela é desses artistas que tiram seu ouro onde o encontram, escolhendo por si, com rara independência”, “A noção ou sentimento de transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade”. Sejam nas palavras dos poetas Mário de Andrade, Darcy Damasceno (é também crítico) e Manuel Bandeira, ou nas da própria Cecília Meireles, a escritora é muito mais do que uma representante da segunda fase do movimento modernista. Ela foge de qualquer enquadramento ou rotulagem.

Enquanto que muitos escritores faziam uso de uma linguagem rebuscada, um pouco estranha (Na tentativa de chocar o público. Característica desempenhada principalmente pelos escritores da primeira fase modernista), Cecília era de uma linguagem simples, sem ser reducionista, e ao mesmo tempo tinha um dom de tornar tudo universal. Algo muito recorrente em sua obra é a presença de temáticas como o efêmero, o eterno, o tempo, a vida, a morte, a solidão, a luta e tantos outros núcleos de palavras que qualquer tentativa de listagem seria inapropriada e desleal caso ocorresse falha de memória. 

Cecília Benevides de Carvalho Meireles lidou muito cedo com a morte: seu pai morreu três meses antes do seu nascimento e sua mãe morreu quando tinha dois anos de idade, foi então criada pela avó. Participou da chamada “corrente espiritualista” (juntamente com os que formariam a revista “Festa”, considerada neo-simbolista. Muitos dizem que Cecília percorreu o caminho do sonho, da fantasia, da solidão e do padecimento e que seus versos caminham lado a lado com o lirismo.

Jornalista Vera Barroso
Nas palavras da jornalista Vera Barroso isso pode ser exemplificado. “Cecília é uma poeta lírica, lírica quando fala do mar: “Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; depois, abri o mar com as mãos, para o meu sonho naufragar”; Cecília Meireles é lírica quando fala da solidão: “Eu não tinha esse rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, sem o lábio amargo”; Cecília Meireles é lírica quando fala para as crianças: “A avó vive só. Mas se o neto meninó, Mas se o neto Ricardó, Mas se o neto Travessó vai à casa da vovó os dois jogam dominó”; Cecília Meireles é lírica quando fala de si mesma: "Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta”.”

Gosto de lembrar de Cecília de duas formas: como a “padroeira da música” (como o significado do seu nome). A forma como ela analisa o mundo e o materializa perpassa pelo caminho da musicalidade. É isso! Cecília é música. Ou como a “irmã das coisas fugidias”. Nas palavras da própria escritora ela se define: “Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno”. No entanto, Cecília e sua obra não experimentaram a crueldade do tempo e a fugacidade. A morte não marcou presença na literatura dessa escritora que permanece até os dias atuais. No dia 7 de Novembro de 2011, completaria 110 anos se estivesse viva! Há, portanto, motivo para comemorações - na tentativa de retratá-la - de forma que ela permaneça na memória das gerações futuras. Cecília é retrato, motivo e memória.

Confira o poema "Retrato", Cecília Meireles, musicado pela cantora e compositora Sueli Costa:



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Arte Proibida" no antigo campo de concentração Auschwitz

                                                                                                        Por Carla Moreira

Auschwitz-Birkenau esse é o nome de um conjunto de campos de concentração nazista. Você pode não se lembrar, ou não saber pelo nome, mas foi aí onde a Alemanha fez a maior atrocidade da história da humanidade. O Auschwitz II além de ser campo de concentração era também de extermínio. Na "fábrica da morte", como era conhecida, foram mortos, segundo fontes oficias, mais de 1,5 milhões de pessoas entre elas, ciganos, homossexuais, deficientes mentais e físicos, e o alvo primordial da ira dos soldados nazistas: Judeus.  

Holocausto. Eis a palavra mais assustadora para os Judeus. Até hoje quando se cita essa palavra a um judeu há uma enorme repulsa, pois remete instantaneamente àquele monstruoso período da história que sucedeu aos seus ancestrais.

Mas esse ano, precisamente no dia 27 de Janeiro, dia “da lembrança do holocausto”, essa fábrica com tantos “fantasmas” e histórias foi reaberta para disseminar arte. Após anos de abandono e de uma drástica reforma, o campo que outrora carregava, e ainda carrega consigo memórias ruins, agora pode tentar dar a este lugar um pouco de “alegria” que a arte proporciona.

Até Novembro desse ano, no memorial, estará em exposição a “Arte proibida”, que contém desenhos e esculturas feitas pelos próprios prisioneiros. Os desenhos representam a condição dos prisioneiros, cenas da vida no campo e retratos. Eles também incluem referências a contos de fadas que alguns cativos escreviam a suas crianças deixadas em casa, disse Pawel Sawicki, porta-voz do museu.

Fora os desenhos e esculturas, encontram-se também presentes nessa exposição: uma estatueta de madeira e uma pulseira de metal com cenas de Auschwitz. Essa foi encontrada próximo de um crematório, logo após o campo de concentração ser “libertado” pelo exército soviético em Janeiro de 1945. Todas essas artes se encontram no antigo edifício de tijolos vermelhos, destinado ao banho dos prisioneiros.

Um detalhe dessa exposição é que ela consiste, em sua totalidade, em fotos destas artes, para que se mantenha a maior proteção possível das originais e também para a mobilidade dos quadros para outras galerias mundo a fora. Os próximos destinos dessas grandes fotos serão Washington e Detroit, nos Estados Unidos.

                   

Um breve olhar no passado... E no presente.


Era 27 de Janeiro de 1945 quando quatro soldados soviéticos encontraram ocasionalmente o campo de concentração Auschwitz II (Birkenau). Eles avistaram de longe pessoas vagando desnorteadas pela neve, como se procurassem algo, mas estavam totalmente perdidas.

Eles nem imaginavam, mas ali encontrariam o pior de todos os pesadelos. O campo da morte. A fábrica da morte. Sobreviventes que mais pareciam mortos-vivos, tudo era muito estranho e terrivelmente horripilante nesse local.

Após vasculharem o lugar, e conseguirem escassas informações do poucos “sobreviventes de sorte” que estavam por ali, os soldados encontraram centenas de milhares de utensílios pessoais e roupas em galpões, mas o mesmo não podia-se dizer dos donos.  

Das poucas informações retraídas, as piores sensações e lembranças. As crianças e bebês estavam em praticamente em todos os depoimentos. A forma como eram jogadas vivas dentro dos crematórios, ou os joguinhos feitos pelos soldados nazistas.

Essa fábrica que hoje em dia habita arte fora um dos crematórios de cadáveres. Depois de serem mortos da forma mais “silenciosa” possível, sem sangue, em câmaras de gás, os prisioneiros eram arremessados em grandes fornalhas para que não sobrasse nenhum tipo de evidências dos atos alemães.

Os alemães já haviam fugido há algum tempo, depois de terem ouvido o barulho da tropa soviética próxima ao campo de concentração. Mas quando eles fugiram não levaram consigo apenas a covardia como também alguns indícios. Apenas coisas sem valor de prova foram deixadas para trás. Papéis e alguns crematórios foram queimados.

E imaginar que já houve diversos massacres, guerras, batalhas, várias formas de se morrer; mas talvez essa tenha sido a mais fria e calculista de todas. Se analisarmos bem, pelo menos (no pior sentido que essas palavras possam significar nesse momento) nas outras formas de combate as pessoas ainda tinham a chance de lutarem pelas suas vidas, reagirem, davam o que podiam para sobreviver. Aqui a chance era nula. Mortas pelo gás Zyklon B, depois devoradas pelas gigantescas máquinas, as pessoas se transformavam em uma enorme nuvem negra, quase que incessante. 

Esse ano, o governo da Polônia reabriu as investigações sobre os crimes cometidos pelos nazistas no campo de concentração Auschwitz. O objetivo do IPN (siglas em polaco para Instituto da memória nacional) é localizar os responsáveis do extermínio no antigo campo, e julgá-los por crime contra a nação, caso seja possível.

O diretor do IPN, Piotr Piatek, me pareceu bem esperançoso ao acreditar ser possível fazer uma busca, que para muitos já é dita como impossível. Em declarações para a agência de notícias PAP, ele disse: “Não descartamos a possibilidade de encontrar vivas algumas das pessoas que trabalharam no campo de concentração Auschwitz”.

Por fim, digo: Arte é arte em qualquer tempo ou lugar. É transformação. É como a simbologia de algo subjetivo, abstrato ou atemporal. E arte nesse local em especial é como o nascer de uma flor no meio do nada, no local mais impossível de se imaginar. Uma tentativa (diga-se de passagem, quase que utópica) de levar embora as lembranças más que esse local traz consigo, mostrar ao público o que de "bom" saiu de lá. É como a vida (fazendo uma comparação bem grosseira), sempre tentamos tirar das piores situações um rastro de coisas boas. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Encerramento da Semana da Cultura Afro-Lusófona.


Dê água pra Ela beber
Dê roupa pra Ela vestir
Saúde pra dar e vender
Dê paz pra Ela descansar
Adubo pra Ela crescer
Dê rosas pra Ela enfeitar

África, (cadê)
Seu trono de Rainha (cadê)
Dona da Realeza (cadê)
Mãe da matéria prima (cadê)
Vai levar a vida inteira pra lhe agradecer.

Encerrando a Semana da Cultura Afro-lusófona, nós do "AS CORES DAS RUAS" gostaríamos de agradecer a todos que acompanharam os nossos posts. Queríamos dizer que, nós mesmos aprendemos muito (e ao mesmo tempo tão pouco, dada sua extensão) nessa semana em que abordamos a cultura dos países africanos que falam português. A cultura rica e tão cheia de vida desses lugares faz com que cada vez mais tenhamos admiração aos nossos ancestrais africanos. Fica aqui nossa homenagem ao continente que, mesmo marcado por tanta desigualdade e tantas outras mazelas que já sabemos e vemos sempre estampadas nos jornais, tem em seu sangue uma capacidade criativa maravilhosa. Continente esse, onde possivelmente o primeiro homem nasceu, e cabe ressaltar, de onde vieram muitos que anos mais tarde fizeram parte na formação do Brasil. Já dizia CéU, na música Rainha: "Vai levar a vida inteira pra lhe agradecer, África".




domingo, 6 de novembro de 2011

Semana da Cultura Afro-lusófona - Dez meses sem Malangatana: o legado e a saudade do artista africano

por Stamberg Júnior



Encerrando com chave de ouro a Semana da Cultura Afro-lusófona, nada melhor do que falar sobre esse artista moçambicano tão querido pela sua vida e obra. Malangatana Valente Ngwenya nasceu em 6 de junho de 1936 em Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene, em Moçambique. Foi pintor, escultor, ator, poeta, dançarino, músico, organizador de festivais, filantropo, pastor, aprendiz de curandeiro, empregado doméstico e deputado. A infância de Malangatana não foi nada fácil: sua mãe trabalhava com artesanatos e fazia alguns "bicos"; seu pai trabalhava como mineiro na África do Sul. Isso só aumentava o desejo do menino moçambicano em crescer. Certo dia, enquanto apanhava bolas nas partidas de tênis, conheceu o pintor Augusto Cabral, que acabou por lhe influenciar em sua arte. A amizade só crescia, quando lhe fora apresentado o arquiteto Pancho Guedes, que acreditando no talento de Malantagana, cedeu-lhe um espaço em Maputo para que montasse seu ateliê.

O pintor começou a vender seus quadros a preços baratos, e foi ganhando fama internacional. Mas Malangatana não estava contente: precisava fazer alguma coisa para mudar o contexto social em que vivia, e foi assim que iniciou sua carreira política. Aliou-se a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), uma corrente anticolonialista marxista que queria acabar com o domínio português no país. Foi preso pela polícia do país por causa de seu envolvimento com a Frente. Ficou dezoito meses na prisão, sendo solto em 1966. Anos depois, sua causa valeria a pena: finalmente seu país estava livre de Portugal. Foi eleito e reeleito nos anos 90 como deputado. É considerado um dos fundadores do Movimimento Moçambicano pela país. Em 1997, foi eleito pela UNESCO Artista pela Paz.

Como já foi citado, Malangatana não apenas trabalhou com pintura, mas com dança, teatro, poesia, tapeçaria e cerâmica. Os quadros do artista apresentam reflexões sobre sua visão e seu ponto de vista do mundo. Traços marcantes e cenas do cotidiano moçambicano estão presentes em suas obras.

"A Noiva e as Conselheiras" - Técnica: Óleo s/platex.
"Figuras - Aldeia" Técnica: Óleo sobre tela.

"Pertubação na Floresta" - Técnica: Óleo sobre tela.

"Vivências" Técnica: Óleo sobre tela
O artista plástico Malangatana morreu em janeiro desse ano, aos 74 anos, deixando um legado importantíssimo na história da arte moçambicana e mundial.





sábado, 5 de novembro de 2011

Semana da Cultura Afro-Lusófona: O “Ritmo Quente” do Kizomba

por Renata Santos

Uma dança que envolve sensualidade, chamego, olhar e paixão. Dançar Kizomba é se entregar a um mistério de corpos se encontrando e flutuando em direção à seus parceiros. É transpirar, é ter prazer, é amar.
  Kizomba é um gênero musical nascido em Angola. Ele é erradamente confundido com o Zouk, outro ritmo bastante difundido em países africanos. Em Lisboa, o Kizomba é considerado como qualquer dança que derive do Zouk. As origens do Kizomba, porém, estão no Semba, um dos estilos musicais mais populares em Angola. Evoluindo do Semba, ele se tornou mais quente, sensual, para agradar aos jovens angolanos.  O kizomba então se tornou um misto. Uma excitante pluralidade de ritmos e movimentos, onde os corpos se confundem juntos. Não é exagero dizer que é uma dança sexual, libertinosa,até porque é tido como normal para os dançarinos de Kizomba a excitação durante a dança devido aos movimentos sugestivos. Até as letras das músicas contém frases que incitam o sexo e que estimulam a paixão e a cumplicidade entre os parceiros.
 O Kizomba é executado com um tambor surdo e sua melodia soa através do Chimbau, que é um dos pratos da bateria.  Existem vários estilos de Kizomba: Passada, Tarrachinha, Quedradinha e Ventoinha.




Kizomba quer dizer festa do povo e, na Angola, representa a dança da liberdade, do amor, do prazer, da alegria. Uma dança que recusa qualquer restrição conservadora, em nome do deleite e do “carpe diem”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Semana da cultura Afro-Lusófona: O imperialismo da TV brasileira

por Daniel Medeiros

Estamos acostumados a receber influencia cultural norte-americana, por meio do cinema e outros veículos, mas o que talvez a maioria dos brasileiros não saiba, é que o Brasil também exerce um domínio semelhante em alguns países do continente Africano. Moçambique e Angola, que também foram colônias de Portugal, sofrem da febre conhecida como Brazilian Way of Life. Andando um pouco pelas ruas desses lugares, é bem possível que encontremos gírias, roupas e cortes de cabelos idênticos aos que vemos por aqui.

Capa de revista angolana

A grande responsável por esse “abrasileiramento” de nossos irmãos lusófonos é, sem sombra de dúvidas, a televisão. Desde os anos 80, as nossas telenovelas vêm ganhando espaço no imaginário coletivo de Moçambique e Angola, propagando tendências de moda, e até interferindo na língua local. Nossos atores são um verdadeiro sucesso por lá, Taís Araujo e Lazáro Ramos, por exemplo, são cultuados tal qual o casal Angelina Jolie e Brad Pitt, graças à repercussão da novela Cobras e Lagartos (2007). Em Moçambique, além da teledramaturgia outro tipo de produção “tupiniquim” ganhou destaque nos últimos anos; se trata dos programas policiais e religiosos exibidos pela Record Moçambique, ou TV Miramar, que transmite na maior parte do tempo programação brasileira, ou cópias dela. Em Angola, mesmo só estando disponíveis via TV por assinatura, a Globo e a Record despontam como vice-líderes na audiência. Em Luanda existe até um mercado público chamado Roque Santeiro, em homenagem a novela “Global” que fez sucesso na década de 80.


Esses dados podem até ser gratificantes para o nosso patriotismo, mas não representam de forma alguma um ponto positivo para essas nações. As novelas brasileiras lhe ensinam valores que não são seus (elas não representam nem nossa própria realidade, o que dirá a dos outros), lhe impõem hábitos que não são seus, e contribui para um sentimento de inferioridade. Porém, nem todos os habitantes desses locais recebem essa influência de braços cruzados. Em Moçambique, por exemplo, o governo proibiu a exibição dos programas policiais brasileiros, que não eram vistos de maneira positiva por parte da população. Além disso, é crescente o número de jovens e intelectuais que se dedicam a denunciar esse imperialismo brasileiro, em estudos acadêmicos e na internet.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Programação Novembro: Top 5!

Antecedente ao mês que acaba o ano, novembro garante que 2011 ainda tem muito para oferecer. Cinema, Circo, Teatro, Literatura e Música prometem trazer ao Recife arte e cultura, a preços bem acessíveis. Confira o nosso top 5:

IV Festival Internacional Janela de Cinema do Recife 
(04 a 13)


O Festival acontecerá entre os dias 04 a 13 de novembro. Em sua quarta edição o janela de cinema trará curtas e longas nacionais e internacionais, entre eles os filmes "Laranja Mecânica" (em sua versão sem cortes e com altissima resolução), "2001" e o pernambucano vencedor do Festival de Paulínia "Febre do Rato". O Janela de Cinema terá suas exibições nos cinemas da Fundaj e no São Luiz. Os preços são de R$1,00 (preço único) para os curtas, e R$4,00 (inteira) e R$2,00 (meia) para os filmes de longa metragem. A programação completa, você confere aqui.

Festival Internacional de Teatro de Objetos (11 a 13)


O público do Recife poderá vivenciar essa experiência única entre os dias 11 e 13 de novembro quando o Festival Internacional de Teatro de Objetos (FITO) chega a Pernambuco, primeiro estado do Nordeste a receber o evento, ocupando uma grande estrutura montada especialmente no Marco Zero (bairro do Recife Antigo). O FITO é uma realização do Serviço Social da Indústria (SESI-PE / FIEPE). O acesso é gratuito. O festival funcionará das 16h30 às 22h na sexta, e a partir das 16h30 no sábado e domingo.Entre os destaques da edição recifense, performance de Naná Vasconcelos, que apresenta “Pinipan”, esquete especialmente elaborada para o Festival Internacional de Teatro de Objetos, no qual utiliza pinicos e panelas para fazer música; e o mestre performático Tom Zé, que mostra, no sábado (12), o show Música/Contramúsica. Confira a programação aqui.

Caetano Veloso e Maria Gadú no Recife (11)


A mistura entre as duas gerações da Música Popular Brasileira vem agradando ao público, e mais do que isso: vem sendo concretizada dia após dia pelos próprios músicos. A paulista Maria Gadú e o bahiano Caetano Veloso se encontram mais uma vez para oferecer sons diretos da boa música. O evento acontecerá no dia 11 às 21:00hrs no Chevrollet Hall. Os ingressos podem ser comprados nas lojas Renner da Rua da Imperatriz e dos Shoppings Recife e Guararapes. Os preços custam: Pista: R$ 80,00 (inteira) R$ 40,00 (meia); Mesa Premium: R$ 800, 00 (4 pessoas); Mesa VIP: R$ 600,00 (4 pessoas); Camarotes: 1° Piso: R$ 2.000,00; 2° Piso: R$ 1.800,00; 3° Piso: R$ 1.500,00.

Festa Literária Internacional de Pernambuco - FLIPORTO 2011 (11 a 15)

Com o tema "Uma viagem ao Oriente", a Fliporto 2011 homenageia o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre. O evento, que desde o ano passado acontece na Praça do Carmo em Olinda (e não mais em Porto de Galinhas), trará diversas atrações como o Congresso Literário, o Cine Fliporto, o Fliporto Digital, Fliporto Criança, o Circuito Gastronômico, entre outros. A festa contará com a presença de diversos escritores nacionais e internacionais. Os ingressos custam R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia). A programação completa você confere aqui.


Circo Tihany Spetacular


Há 15 anos sem vir ao Brasil, o Circo Tihany está de volta. Após ter passado por diversas cidades brasileiras, a tenda está montada agora no estacionamento do Shopping Recife, em Boa Viagem. A temporada do Tihany em nossa cidade ainda não tem data para terminar, mas quanto mais cedo pudermos ver esse espetáculo, melhor! Ingressos: A partir de R$ 20, nas bilheterias do circo ou no site. Crianças: até 1 ano não pagam, desde que fiquem no colo do responsável; até 12 anos, pagam meia-entrada; aposentados e idosos acima de 60 anos, pagam meia. Vendas: de terça-feira a domingo, das 10h até o início do espetáculo. Horários/sessões: terças e quintas-feiras, às 20h30; sextas-feiras e sábados, às 16h30 e 20h30; domingos e feriados, às 15h30 e 19h30. Informações: 3091-8087