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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os fatos que marcaram a TV em 2011

                                                                                                  Por Daniel Medeiros 

2011 foi um ano marcado por muitos acontecimentos importantes. Ditadores caíram, astros morreram, e corruptos foram denunciados. Na televisão as coisas não podiam ser diferentes. Vários fatos, alguns hilários e outros preocupantes, fizeram com que esse fosse um ano memorável para os telespectadores. Por isso o “As Cores das Ruas” criou uma retrospectiva, para que você relembre tudo que aconteceu na telinha durante o ano.

Charlie Sheen
            

O protagonista de “Two and a Half Men” perdeu seu papel na série, sendo substituído por Ashton Kutcher, após uma internação numa clinica de reabilitação, por uso abusivo de álcool e drogas, e vários ataques públicos ao criador do programa. Mas nada disso fez com que o ator se acalmasse, criou uma conta no twitter, que conseguiu 1 milhão de seguidores antes mesmo dele postar alguma coisa, além de criar os bordões “Winning” (vencendo) e Tiger Blood (sangue de tigre). 





Fim do programa da Oprah
            
Após 25 anos no ar o programa “Oprah Winfrey Show” chegou ao fim no dia 25 de maio, em um programa bem emocionante. A apresentadora, que tem 57 anos de idade, decidiu se dedicar exclusivamente ao seu canal de televisão OWN.





30 anos de SBT

A emissora do empresário Silvio Santos comemorou seu 30anos com um festival de programas especiais, com direito a um remake de Chaves, com os apresentadores da casa vivendo os personagens, e uma entrevista memorável com o dono e apresentador do canal, vestindo uma bermuda rosa, camisa florida e chinelos.

O primeiro beijo lésbico
            
Ainda falando de SBT, a emissora foi responsável por um marco na televisão brasileira: O primeiro beijo lésbico da nossa teledramaturgia. Protagonizado pelas atrizes Luciana Vendramini e Giseli Tigre, a cena foi ao ar no dia 12 de maio, durante a novela “Amor e Revolução”. O fato gerou muitos comentários nas redes sociais, porém, a relação entre as personagens teve de ser esfriada pelo autor, graças á pressão da audiência e dos patrocinadores.  

Cordel Encantado
            
Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, a novela estreou em 11 de abril, no horário das 18 horas. Com uma história que misturava o sertão nordestino e a monarquia européia, o romance entre Jesuino e Açucena, conseguiu alavancar o ibope da Globo, e cativar a grande maioria dos telespectadores.




60 anos da telenovela
            
Por falar em novelas, em 2011 comemoramos os 60 anos da teledramaturgia brasileira, com direito a um remake de “O Astro”, produção da década de 70. A data relembra o primeiro capítulo da primeira telenovela brasileira, “Sua Vida me Pertence”, em 21 de dezembro de 1951.




Rafinha Bastos
           
O apresentador do programa humorístico “CQC”, gerou polêmica ao fazer uma piada com a cantora grávida Wanessa, dizendo que “comeria ele e o bebê”. Rafinha foi processado pelo marido da cantora, e após ser criticado pelos companheiros de bancada resolveu sair dos dois programas que apresentava na Band.




Daniela Albuquerque 

A apresentadora do programa “Manhã Maior’, na Rede TV!, vivenciou alguns dos momentos mais engraçados da televisão em 2011. Suas gafes fizeram sucesso na internet, como quando foi “alfinetada” pela colega Keila Lima, que se despedia da atração, quando afirmou que o ano possuía 361 dias, ou ainda quando relatou sua experiência com extraterrestres.







Crise salarial na Rede TV!
           
Não foi apenas Daniela quem causou vexame na emissora. O marido da apresentadora (e dono do canal) Amilcare Dallevo, atrasou o salário da maioria dos seus funcionários, e ainda justificou o fato como sendo uma tentativa de arrecadar fundos para comprar as ações do seu sócio minoritário, Marcelo Carvalho, com quem teve um racha. Os atrasos culminaram no desabafo da jornalista Rita Lisauskas, que foi afastada do telejornal “Rede TV! News”, após ter reclamado do fato pelo Facebook.
 
Fátima Bernardes deixa o JN
            
Após 14 anos á frente do “Jornal Nacional”, Fátima Bernardes se despediu do telejornal para comandar um programa matinal na Globo. Patrícia Poeta assumiu o seu lugar, ao lado de Willian Bonner na bancada do JN.






UFC
Em 2011 um novo esporte ganhou espaço na televisão. O UFC proporcionou uma verdadeira luta, não só dentro do octógono, como fora dele, entre as emissoras que buscaram o direito de transmitir seus combates. Após o enorme sucesso do campeonato UFC Rio na Rede TV!, a Globo resolveu comprar o direito de transmissão exclusiva das lutas, com direito a narração de Galvão Bueno e tudo.          

Clarice está viva em mim

Por Ellen Reis

Muitas pessoas, amigos e leitores deste blog, insistiram com tamanha veemência para que Clarice se tornasse assunto. Tal insistência chegou a beirar a cobrança, por isso resolvi ceder às pressões: “Não acredito que você ainda não escreveu nada sobre Clarice...”, “O blog só será completo quando Clarice passar por lá”, “Só quando Clarice aparecer é que eu vou ler a categoria Livro-me do blog”. Isso com certeza perturbou-me. Fiquei feliz por saber do tamanho da influência de Clarice! Deixo Claro que li muito mais sobre a escritora do que suas obras. Isso é um disparate, eu sei. Mas eu resolvi fazer o caminho inverso com Clarice: eu quis saber quem é Clarice Lispector e só depois ler suas obras. Isso tem me ajudado a entendê-la. Vamos a ela.

O que explicaria um professor chegar para Clarice e dizer que não entende o que ela escreve e depois uma adolescente confessar à escritora que seus livros são os primeiros de sua cabeceira? A ucraniana que teve sua infância e adolescência registrada no nordeste brasileiro - em Maceió; em Recife: à beira do Capibaribe; em Olinda – tomava banhos de mar, antes de o sol nascer, pegava o bonde ainda vazio e a madrugada escura; aos domingos ia visitar a casa de sua empregada nos mocambos e sentia uma profunda necessidade de “querer ser” para mudar aquela situação.

Aos poucos, na visão de muitos críticos, Clarice se constituiu como uma escritora enigmática, misteriosa, mística e hermética. No entanto, o que a escritora fez em toda a sua vida foi revelar a própria essência humana que já é complexa por si só. A completude de sua literatura e a quantidade de temas que podemos encontrar nos seus escritos fez de Clarice “a mestra das grandes respostas”. E mesmo com o desenvolvimento da tecnologia e o surgimento das redes sociais, os livros de Clarice não foram esquecidos. Pelo contrário, Lispector está ainda mais presente.

Ela estranha de ser ela, evocava a existência na medida em que insistia em viver. E essa vivência era “apesar de” qualquer coisa. Não se somava, era “uma cadeira e duas maçãs”. Morria, cada vez que terminava um livro morria. Precisava de apenas um sopro de vida para permanecer viva no próximo livro que talvez escrevesse. Mas “A Hora da Estrela” foi a sua hora, e ela bem sabia disso. O livro representou inicialmente a morte da escritora, e depois a raiz profunda que Clarice se tornaria com a  vitória do câncer.

No último dia 10, Clarice Lispector completaria 91 anos se estivesse viva. Para marcá-lo, foi criado o dia de Clarice Lispetor, o dia C. Em vários estados brasileiros foram feitas homenagens à escritora: saraus e leituras de crônicas e histórias infantis. No Recife, na Praça Maciel Pinheiro-Boa Vista, o projeto Hora de Clarice ganhou destaque, na Livraria Jaqueira. A escritora Fátima Quincas esteve à frente do projeto. Clarice foi a segunda escritora a ganhar um dia só para ela. Antes, foi a vez de Carlos Drummond de Andrade que no dia 10 de Outubro de 2011 completaria 119 anos. Hoje a data é conhecida como o Dia D.

Há dois livros que merecem indicação, caso alguém tenha interesse em se aprofundar na escritora, que são: “Clarice,” de Benjamin Moser e “Clarice Fotobiografia” de Nádia Battella Gotlib”. Essas duas leituras têm me ajudado a ler e entender a história dessa escritora que, todos nós sabemos, vem marcando geração após geração, mesmo depois de sua morte. 


"Clarice Fotobiografia" e "Clarice,"

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Da Vinci exposto

                                                                                                          Por Carla Moreira

Talvez não exista no mundo alguém que não tenha ouvido falar ou tenha ciência sobre Leonardo Da Vinci, pintor renascentista que é conhecido mundialmente pelo quadro do sorriso enigmático da Gioconda, a Mona Lisa. Essa obra é considera por muitos o quadro mais importante e famoso da história da arte, na década de 60 chegou a custar cerca de 100 milhões de dólares americanos, hoje a pintura encontra-se no museu do Louvre, em Paris, e é a sua maior atração.   


O que talvez poucos saibam é que Da Vinci além de pintor também foi muito participativo em outras áreas, como por exemplo, foi escultor, músico, matemático, botânico, cenógrafo de teatro, dentre outros campos bem opostos uns dos outros e bem legais.

Ano passado, precisamente em 9 de Novembro, a National Gallery, que é um dos mais importantes museus da Europa e um dos mais conhecidos de todo mundo, reuniu 60 obras do artista em uma exposição que durará cerca de três meses. A enorme mostra tem o nome de “Leonardo Da Vinci: Pintor na Corte de Milão”, e já é considerada a maior da história. É uma oportunidade única de ver quadros do artista num único lugar. O museu Londrino fará exposição de pinturas e desenhos de um período específico de Leonardo, a fase em que ele trabalhava como pintor na corte de Milão.

Mona lisa e a última ceia, quadros de maiores destaques do artista, não estarão presentes do local, mas, a grande surpresa do evento é a exposição da até então obra perdida de Da Vinci, Salvator Mundi (O Salvador do Mundo). Esta tela foi vendida na década de 1950 por apenas 45 libras (R$ 114), e desde então é considerada desaparecida.

Salvator Mundi
O quadro que já fez parte da coleção de arte do rei Charles 1º da Inglaterra, foi vendida em 1958 pela pequena quantia de 45 libras, nessa época acreditava-se que o Salvator fosse obra de Giovanni Boltraffio, um dos alunos de Da Vinci. Pouco se sabe, mas a tela chegou a ser desfigurada, nela havia camadas de verniz e uma pintura por cima da obra real. Em 2005 depois de percorrer diversos países, a tela chegou às mãos de um colecionador americano, Robert Simon, que é especialista em pintura renascentista, e que apesar de achar pouco provável que a tela pertencesse a Leonardo, fez uma intensa investigação e restauração da obra.

Robert contou com ajuda de diversos especialistas do assunto, e após um exaustivo trabalho de conservação e estudos, chegaram a um consenso inequívoco de que Salvator Mundi é um original do artista renascentista Da Vinci. Hoje essa obra tem um valor aproximado de 120 milhões de libras (R$ 303 milhões), uma estimativa bem diferente do que fora vendida outrora.

A Madona das Rochas
   
Outro ponto marcante e exclusivo dessa magnífica exposição é a presença inédita de duas versões de 'A Madona das Rochas', uma versão cedida, excepcionalmente, pelo museu do Louvre para essa exposição, e a outra é a que já existia na National Gallery e que foi recentemente restaurada.

É com certeza um grande marco para os adoradores da arte. Os críticos de todo o mundo não sabem como descrever de maneira original esta mostra. Há exposto neste grande museu obras e telas raríssimas, e um evento desse porte deve levar o mérito que merece, após anos de tentativas para conseguir convencer os proprietários a cederem suas obras, finalmente esse grande projeto foi posto em ação.

Provavelmente outra oportunidade como essa não ocorrerá, e parece que muitos têm a dimensão disso, pois os ingressos que foram colocados antecipados à venda estavam esgotados antes mesmo que você tentasse pensar se comprava ou não.  Porém todos os dias são postos à venda 500 ingressos na bilheteria do museu, não há mais vendas de bilhetes pela internet, que ocorreu apenas para o primeiro dia de exposição.

A exibição fica em cartaz até cinco de fevereiro de 2012, e se você for para Londres nas suas férias, por favor, não deixe de conferir a exposição.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O verão começou cedo em Milão! (Parte 1)

Por Amanda Melo

A semana de moda em Milão que aconteceu no mês de setembro do ano passado foi um dos maiores (se não o maior) evento de moda já inaugurando a moda do verão 2012. Estilistas ícones apresentaram suas coleções apostando em peças básicas, mas com uma abordagem completamente inovadora, como é o caso da grife Emporio Armani que apresentou uma coleção baseada do clássico preto e branco, mas, mesmo assim, surpreendeu o público com suas peças.


O desfile estava repleto de gigantes da moda. Estilistas das grifes mais conhecidas do mundo estavam presentes na semana. Nesta primeira parte, falarei da grife Gucci e da Versace e na postagem da próxima semana você poderá conferir detalhes sobre as grife: Dolce & Gabbana.





Apresentando sua coleção no primeiro dia da semana de moda, Gucci apostou em um verão que acentuasse o lado mais sensual da mulher, usando também um estilo mais retrô. 



Frida Gianini,estilista que representou a grife, deixou de lado as cores vivas e vibrantes da coleção de inverno 2012 e mostrou uma coleção muito baseada nos clássicos preto, branco e dourado. Com looks estruturados, a estilista conseguiu firmar uma coleção com um quê arquitetônico.
Para suavizar essa rigidez a grife também apostou nos decotes profundos e na transparência dos tecidos para destacar, como já foi dito, um lado mais sensual, uma característica marcante nas roupas da grife. A Gucci foi bem eficiente em atrelar sensualidade com elegância. Combinando ternos de alfaiataria com correntes douradas e poucos pontos de luz nas roupas, o desfile da grife chamou, com certeza, a atenção do público para o bom gosto da estilista. 




O clássico, prático e elegante branco foi a grande aposta da grife Versace. A inspiração marinha ficou evidente nas estampas de conchas, cavalos marinhos, sereias e estrelas do mar que em algumas peças foram desenhadas com tachas douradas. 



Peças justas que deixavam à mostra partes do corpo das modelos não diminuíram a elegância do desfile, muito pelo contrário, em todo o desfile manteve-se a elegância. Tons pasteis como amarelo claro, azul celeste e verde claro diversificaram a paleta de cores da grife, marcada basicamente pelo branco que se fez presente até nas sandálias das modelos.

domingo, 13 de novembro de 2011

Pitty lança Agridoce

Por Renata Santos

  

Um isolamento cercado de brincadeiras musicais resultou no novo projeto de Pitty, o Agridoce. O projeto é uma parceria da cantora com o guitarrista Martin.  O isolamento foi numa casa na Serra da Cantareira, em São Paulo, durante 22dias e, além da cantora e do guitarrista, estiveram presentes  o Produtor Rafael Ramos, o engenheiro de som Jorge Guerreiro e o diretor do clipe Otávio Souza.
 Pitty comentou que suas influências musicais para a produção do projeto Agridoce,  foram artistas como Nick Drake, Elliot Smith, Velvet Underground, Iron & Wine, Leonard Cohen,  Jeff buckley e Seann Lennon.
  Por ser totalmente acústico, o álbum traz composições que fazem uso de instrumentos um tanto excêntricos. Além do piano, do violão, o bandolim, o ukulele, o glockenspell, escaletas, dentre outros adornam o álbum.  Apesar das melodias serem, em geral, doces, agradáveis, as letras das canções são fortes, ácidas, críticas, típicas da cantora Pitty.
 A primeira música lançada: “dançando” reflete bem o tema e tudo o que se pode esperar desse projeto, que, vindo de Pitty, já promete muitas surpresas boas.   


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os destaques de novembro na TV a cabo

Como é de costume, novembro dá continuidade à nova remessa de séries estrangeiras nos canais por assinatura, iniciada no mês anterior. Além das aguardadas novas temporadas de Glee, The Middle, Dr.House e Two and a Half Men, há também produções inéditas, prontas para virar febre (ou não) no Brasil.
 
American Horror Story

A série co-produzida pelos mesmos diretores de Glee (Ryan Murphy e Brad Fulchuck) gira em torno da mudança da família Harmon para uma casa habitada por forças malignas. Cheia de apelação sexual, e elementos que exploram os clichês dos filmes de terror, a série não foi muito bem recebida pela crítica, mas apesar disso já tem sua segunda temporada garantida. (Canal: Fox; Estreia: dia 08 ás 23h)
Avaliação: Não perca seu tempo assistindo


The Secret Circle

Dos mesmos criadores de The Vampire Diaries, a série mostra a historia de Cassie, uma jovem criada apenas pela mãe, e que agora enfrenta pela segunda vez a morte de um de seus pais. Obrigada a viver num pequeno povoado, Cassie descobre que tem poderes sobrenaturais e que faz parte de um grupo secreto de bruxos. (Canal: Warner; Estreia: dia 09 ás 18h32min)   
Avaliação: Assista...se você tiver menos do que 16 anos de idade


Wilfred, o pior amigo do homem

Essa comédia gira em torno de Ryan, um jovem que entra em crise quando conhece Wilfred, o cachorro da vizinha. Todos enxergam Wilfred como um cão normal, mas Ryan o vê como um homem bruto e grosseiro vestindo uma fantasia de cachorro. A partir daí surge a questão: Quem está realmente louco: Ryan ou o mundo ao seu redor?  (Canal: FX; Estreia: dia 20 ás 22h)
Avaliação: Vale a pena arriscar


Skins

A polêmica série mostra o cotidiano dos adolescentes ingleses, representados por um grupo de amigos entre 16 e 18 anos de idade. Skins é conhecida por representar o universo adolescente de uma maneira bem próxima a realidade, descrevendo sem romantismo sua relação com o sexo, as drogas e a família. (Canal: Multishow; Estreia: dia 20 ás 22h30min)  
Avaliação: Se você não assistir se arrependerá para o resta da vida


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mais por Menos

Por Amanda Melo

“Antigamente, a imagem que tínhamos de um brechó era de um lugar empoeirado e cheio de roupas e objetos ultrapassados. Hoje essa realidade mudou” (Guilherme Baffi). 
Um costume que pode ser considerado comum em países como Estados Unidos e França (diga-se de passagem, duas potências no mundo da moda), foram por muito tempo menosprezado dentre os brasileiros. A compra de roupas em brechós volta a ser considerada, hoje, uma atitude inteligente.
A história dos brechós se inicia no século 19, curiosamente, no Rio de Janeiro, onde um comerciante chamado Belchior monta a primeira loja de compra e venda de roupas já usadas.

Quem afirma que a população que costuma frequentar brechós são apenas aqueles com baixa renda, está completamente enganado. Um grande exemplo é a cantora Cibelle (foto ao lado), que esteve no São Paulo Fashion Week 2011 vestindo um macacão comprado em um brechó. "Eu gosto de peças únicas. Eu gosto de roupas com história. Eu visto muita memória emotiva", declarou a cantora.

O costume alcançou outro nível. Os brechós passaram a usar o advento da internet a seu favor, criando os brechós online, em que qualquer pessoa pode vender roupas, bolsas, jóias, tudo de segunda mão. No Brasil, foi nos últimos dois anos que a tendência começou a ganhar força e hoje já existem mais de cem brechós em funcionamento na web. 



Além de ser uma ótima maneira de renovar o guarda-roupa gastando pouco dinheiro, o brechó nos dá uma opção sustentável de compra de roupas. Caso, hipoteticamente, todos nós fôssemos compradores de brechós, a indústria de roupas seria “obrigada” a diminuir a produção de roupas, o que seria uma atitude ótima na luta pela preservação do meio ambiente. O que você está esperando? Vá procurar o brechó mais próximo e mude completamente seu guarda-roupa, ajudando, também, o meio-ambiente!

Aí vão os endereços dos mais conhecidos brechós do Recife:

Brechó Dona Quitinha
Av. Conselheiro Aguiar , nº 138 / 01 e 02 – Boa Viagem – Próximo ao bar Socaldinho
Fone/Fax: (81) 3328-3149 / (81) 8600-7590
E-mail: modaefardamentos@gmail.com / dquitinhabrecho@gmail.com//http://donaquitinha.blogspot.com/

Revê Brechó
Av. Conselheiro Aguiar, 3500 loja B – Boa Viagem – Térreo do Hotel Arcada
Fone: (81) 3327-2845

Camarim Brechó
Endereço: Rua Alberto Paiva, 248, Graças
Informações: (81) 3241-0248

Espaço Muda
Endereço: Rua Capitão Lima, 280, Santo Amaro
Informações: (81) 3032-1347

Mukifu Brechó
Endereço: Rua Cons. Nabuco, 178, loja 5 (Galeria Center Sales Neves), Casa Amarela
Informações: (81) 3039-1133






Os 110 anos de Cecília Meireles: retrato, motivo e memória

“Sente-se que Cecília está sempre empenhada em atingir a perfeição”, “Poesia do sensível e do imaginário”, “Ela é desses artistas que tiram seu ouro onde o encontram, escolhendo por si, com rara independência”, “A noção ou sentimento de transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade”. Sejam nas palavras dos poetas Mário de Andrade, Darcy Damasceno (é também crítico) e Manuel Bandeira, ou nas da própria Cecília Meireles, a escritora é muito mais do que uma representante da segunda fase do movimento modernista. Ela foge de qualquer enquadramento ou rotulagem.

Enquanto que muitos escritores faziam uso de uma linguagem rebuscada, um pouco estranha (Na tentativa de chocar o público. Característica desempenhada principalmente pelos escritores da primeira fase modernista), Cecília era de uma linguagem simples, sem ser reducionista, e ao mesmo tempo tinha um dom de tornar tudo universal. Algo muito recorrente em sua obra é a presença de temáticas como o efêmero, o eterno, o tempo, a vida, a morte, a solidão, a luta e tantos outros núcleos de palavras que qualquer tentativa de listagem seria inapropriada e desleal caso ocorresse falha de memória. 

Cecília Benevides de Carvalho Meireles lidou muito cedo com a morte: seu pai morreu três meses antes do seu nascimento e sua mãe morreu quando tinha dois anos de idade, foi então criada pela avó. Participou da chamada “corrente espiritualista” (juntamente com os que formariam a revista “Festa”, considerada neo-simbolista. Muitos dizem que Cecília percorreu o caminho do sonho, da fantasia, da solidão e do padecimento e que seus versos caminham lado a lado com o lirismo.

Jornalista Vera Barroso
Nas palavras da jornalista Vera Barroso isso pode ser exemplificado. “Cecília é uma poeta lírica, lírica quando fala do mar: “Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; depois, abri o mar com as mãos, para o meu sonho naufragar”; Cecília Meireles é lírica quando fala da solidão: “Eu não tinha esse rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, sem o lábio amargo”; Cecília Meireles é lírica quando fala para as crianças: “A avó vive só. Mas se o neto meninó, Mas se o neto Ricardó, Mas se o neto Travessó vai à casa da vovó os dois jogam dominó”; Cecília Meireles é lírica quando fala de si mesma: "Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta”.”

Gosto de lembrar de Cecília de duas formas: como a “padroeira da música” (como o significado do seu nome). A forma como ela analisa o mundo e o materializa perpassa pelo caminho da musicalidade. É isso! Cecília é música. Ou como a “irmã das coisas fugidias”. Nas palavras da própria escritora ela se define: “Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno”. No entanto, Cecília e sua obra não experimentaram a crueldade do tempo e a fugacidade. A morte não marcou presença na literatura dessa escritora que permanece até os dias atuais. No dia 7 de Novembro de 2011, completaria 110 anos se estivesse viva! Há, portanto, motivo para comemorações - na tentativa de retratá-la - de forma que ela permaneça na memória das gerações futuras. Cecília é retrato, motivo e memória.

Confira o poema "Retrato", Cecília Meireles, musicado pela cantora e compositora Sueli Costa:



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Arte Proibida" no antigo campo de concentração Auschwitz

                                                                                                        Por Carla Moreira

Auschwitz-Birkenau esse é o nome de um conjunto de campos de concentração nazista. Você pode não se lembrar, ou não saber pelo nome, mas foi aí onde a Alemanha fez a maior atrocidade da história da humanidade. O Auschwitz II além de ser campo de concentração era também de extermínio. Na "fábrica da morte", como era conhecida, foram mortos, segundo fontes oficias, mais de 1,5 milhões de pessoas entre elas, ciganos, homossexuais, deficientes mentais e físicos, e o alvo primordial da ira dos soldados nazistas: Judeus.  

Holocausto. Eis a palavra mais assustadora para os Judeus. Até hoje quando se cita essa palavra a um judeu há uma enorme repulsa, pois remete instantaneamente àquele monstruoso período da história que sucedeu aos seus ancestrais.

Mas esse ano, precisamente no dia 27 de Janeiro, dia “da lembrança do holocausto”, essa fábrica com tantos “fantasmas” e histórias foi reaberta para disseminar arte. Após anos de abandono e de uma drástica reforma, o campo que outrora carregava, e ainda carrega consigo memórias ruins, agora pode tentar dar a este lugar um pouco de “alegria” que a arte proporciona.

Até Novembro desse ano, no memorial, estará em exposição a “Arte proibida”, que contém desenhos e esculturas feitas pelos próprios prisioneiros. Os desenhos representam a condição dos prisioneiros, cenas da vida no campo e retratos. Eles também incluem referências a contos de fadas que alguns cativos escreviam a suas crianças deixadas em casa, disse Pawel Sawicki, porta-voz do museu.

Fora os desenhos e esculturas, encontram-se também presentes nessa exposição: uma estatueta de madeira e uma pulseira de metal com cenas de Auschwitz. Essa foi encontrada próximo de um crematório, logo após o campo de concentração ser “libertado” pelo exército soviético em Janeiro de 1945. Todas essas artes se encontram no antigo edifício de tijolos vermelhos, destinado ao banho dos prisioneiros.

Um detalhe dessa exposição é que ela consiste, em sua totalidade, em fotos destas artes, para que se mantenha a maior proteção possível das originais e também para a mobilidade dos quadros para outras galerias mundo a fora. Os próximos destinos dessas grandes fotos serão Washington e Detroit, nos Estados Unidos.

                   

Um breve olhar no passado... E no presente.


Era 27 de Janeiro de 1945 quando quatro soldados soviéticos encontraram ocasionalmente o campo de concentração Auschwitz II (Birkenau). Eles avistaram de longe pessoas vagando desnorteadas pela neve, como se procurassem algo, mas estavam totalmente perdidas.

Eles nem imaginavam, mas ali encontrariam o pior de todos os pesadelos. O campo da morte. A fábrica da morte. Sobreviventes que mais pareciam mortos-vivos, tudo era muito estranho e terrivelmente horripilante nesse local.

Após vasculharem o lugar, e conseguirem escassas informações do poucos “sobreviventes de sorte” que estavam por ali, os soldados encontraram centenas de milhares de utensílios pessoais e roupas em galpões, mas o mesmo não podia-se dizer dos donos.  

Das poucas informações retraídas, as piores sensações e lembranças. As crianças e bebês estavam em praticamente em todos os depoimentos. A forma como eram jogadas vivas dentro dos crematórios, ou os joguinhos feitos pelos soldados nazistas.

Essa fábrica que hoje em dia habita arte fora um dos crematórios de cadáveres. Depois de serem mortos da forma mais “silenciosa” possível, sem sangue, em câmaras de gás, os prisioneiros eram arremessados em grandes fornalhas para que não sobrasse nenhum tipo de evidências dos atos alemães.

Os alemães já haviam fugido há algum tempo, depois de terem ouvido o barulho da tropa soviética próxima ao campo de concentração. Mas quando eles fugiram não levaram consigo apenas a covardia como também alguns indícios. Apenas coisas sem valor de prova foram deixadas para trás. Papéis e alguns crematórios foram queimados.

E imaginar que já houve diversos massacres, guerras, batalhas, várias formas de se morrer; mas talvez essa tenha sido a mais fria e calculista de todas. Se analisarmos bem, pelo menos (no pior sentido que essas palavras possam significar nesse momento) nas outras formas de combate as pessoas ainda tinham a chance de lutarem pelas suas vidas, reagirem, davam o que podiam para sobreviver. Aqui a chance era nula. Mortas pelo gás Zyklon B, depois devoradas pelas gigantescas máquinas, as pessoas se transformavam em uma enorme nuvem negra, quase que incessante. 

Esse ano, o governo da Polônia reabriu as investigações sobre os crimes cometidos pelos nazistas no campo de concentração Auschwitz. O objetivo do IPN (siglas em polaco para Instituto da memória nacional) é localizar os responsáveis do extermínio no antigo campo, e julgá-los por crime contra a nação, caso seja possível.

O diretor do IPN, Piotr Piatek, me pareceu bem esperançoso ao acreditar ser possível fazer uma busca, que para muitos já é dita como impossível. Em declarações para a agência de notícias PAP, ele disse: “Não descartamos a possibilidade de encontrar vivas algumas das pessoas que trabalharam no campo de concentração Auschwitz”.

Por fim, digo: Arte é arte em qualquer tempo ou lugar. É transformação. É como a simbologia de algo subjetivo, abstrato ou atemporal. E arte nesse local em especial é como o nascer de uma flor no meio do nada, no local mais impossível de se imaginar. Uma tentativa (diga-se de passagem, quase que utópica) de levar embora as lembranças más que esse local traz consigo, mostrar ao público o que de "bom" saiu de lá. É como a vida (fazendo uma comparação bem grosseira), sempre tentamos tirar das piores situações um rastro de coisas boas.